Bacen e CADE pedem informações sobre WhatsApp pagamentos

Márcio Vieira Advocacia | JusBrasil

Em tempos de crise econômica, nada mais bem-vindo do que uma nova fonte de receitas para os negócios.

Na verdade, não é uma nova fonte de receita, mas uma nova modalidade de pagamentos que promete facilitar muito a vida do empresário.

O WhatsApp desenvolveu uma nova modalidade de recurso para realização de pagamentos pelo aplicativo de mensagens, onde muitas empresas já atendem seus clientes.

Como funciona o WhatsApp Pagamentos?

O WhatsApp pagamentos estará disponível para Android e iPhone.

Os usuários poderão enviar ou receber dinheiro de amigos e familiares, além de efetuar pagamentos de produtos ou serviços para empresas.

Basta que o usuário cadastre um cartão de crédito ou débito no Facebook Pay, e a ferramenta ficará disponível no WhatsApp.

Não serão cobradas tarifas pelas transferências entre contas pessoais, nem para pagamentos de compras realizadas em empresas no WhatsApp Business.

Também não serão cobradas taxas de serviço dos usuários.

Taxas e tarifas

Entretanto, podem ocorrer tarifas de utilização entre bancos.

Para as empresas cadastradas no WhatsApp Business, não há limite nos valores de transações, mas há cobrança de taxa de processamento por vendas, fixada em 3,99%.

O processamento das transações será feito pela Cielo e, num primeiro momento, o serviço poderá ser acessado por portadores de cartões de crédito e débito do Banco do Brasil (BB), Nubank e Sicredi.

As bandeiras Visa e Mastercard participam do acordo e, em breve, a Elo deve aderir à parceria.

Como muitas empresas já realizam transações e negociações pelo WhatsApp, fechar um negócio ficará muito mais fácil e prático.

Porém, nem tudo são flores.

A iniciativa despertou a atenção do Banco Central e do CADE, ante a possibilidade de que uma tal iniciativa alcance uma posição dominante no mercado.

Segundo o Valor Investe , tanto o CADE quanto o Banco Central já pediram informações sobre o modelo de negócios aos participantes do acordo.

O movimento é interessante!

De um lado, ameaça a posição hegemônica dos bancos.

De outro lado, porém, é mais um passo importante da entrada das Big Tech no mercado financeiro.

Num primeiro momento, a novidade deverá sim beneficiar os negócios das empresas.

No entanto, é necessário seguir observando.

Não seria nada interessante nos livrarmos do jugo dos bancos, mas temos que nos submeter a imposições ainda maiores das grandes da tecnologia.

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